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ReportagemNotícias · 21 de out. de 2026

Projeção liga GTA 6 a US$ 1 bilhão em faltas nos EUA

Professor estima que 1,5 milhão de trabalhadores podem faltar no lançamento, mas cálculo não é uma previsão oficial.

Redação G6 World

Uma projeção acadêmica estima que cerca de 1,5 milhão de trabalhadores americanos podem alegar doença para jogar GTA 6 em 19 de novembro. O professor de economia José García Montalvo calculou que essas ausências poderiam representar aproximadamente US$ 1 bilhão. O número, porém, não é uma previsão oficial de faltas no trabalho.

Segundo o relato, a projeção considera pessoas que pretendem deixar de trabalhar para explorar Leonida no lançamento. A estimativa foi atribuída a Montalvo em uma reportagem do International Business Times repercutida pela GameSpot. Não há indicação de que os 1,5 milhão de casos correspondam a ausências já comunicadas ou registradas.

O cálculo usa como referência um salário anual de US$ 70 mil para cada trabalhador. A partir dessa premissa, Montalvo chega ao impacto aproximado de US$ 1 bilhão associado ao dia de trabalho. Portanto, o resultado depende diretamente do salário adotado e da quantidade projetada de ausências.

A estimativa também aponta que a Take-Two Interactive poderia arrecadar o mesmo valor em 19 de novembro. A GameSpot observa que isso não significa necessariamente que US$ 1 bilhão simplesmente desaparecerá da economia americana. Na leitura apresentada pelo veículo, parte do dinheiro estaria mudando de destino enquanto o lançamento concentra gastos na publicadora de GTA 6.

Essa distinção é importante porque a projeção não mede um prejuízo nacional já confirmado. Ela combina uma hipótese sobre o número de trabalhadores ausentes com uma referência salarial específica. O resultado deve ser lido como um exercício acadêmico sobre a escala potencial do lançamento, e não como um balanço econômico fechado.

A ideia de uma “GTA flu” tem um precedente no lançamento de GTA 5, em setembro de 2013. Na época, uma enquete da IGN indicou que 46% de quase 11 mil participantes pretendiam tirar o dia de folga para jogar. A expressão tratava a ausência como uma espécie de gripe associada à chegada do jogo.

A enquete de 2013 também tinha limites claros. Seus participantes eram leitores que escolheram responder, e a pesquisa media intenção, não faltas reais em cidades americanas. Por isso, o resultado ajuda a mostrar o entusiasmo do público, mas não comprova a dimensão do impacto sobre locais de trabalho.

Há exemplos individuais de jogadores planejando pausas mais longas. O streamer Bud Burruss, pai de três filhos, disse ao Wall Street Journal em setembro que pretende tirar cinco dias de férias. Outras pessoas publicaram planos semelhantes nas redes sociais, segundo o relato.

Alguns casais chegaram a elaborar acordos e a classificar determinadas formas de jogar como “traição”. Soldados de Fort Stewart, na Geórgia, também receberam a oferta de alguns dias de folga para jogar GTA 6. Esses casos não confirmam a projeção nacional, mas mostram que parte do público já está organizando sua rotina em torno do lançamento.

Para quem pretende jogar, a projeção não altera data, preço, plataforma ou acesso a GTA 6. Seu efeito é outro: ela coloca o planejamento de folgas no centro da conversa sobre 19 de novembro. Férias programadas e dispensas autorizadas também são situações diferentes de alegar doença para faltar ao trabalho.

Ainda não se sabe quantos americanos realmente deixarão de trabalhar no dia do lançamento. Também permanece em aberto quanto dessas ausências ocorrerá por licença médica, férias ou outros acordos com empregadores. A arrecadação efetiva da Take-Two em 19 de novembro igualmente só poderá ser comparada à estimativa depois que houver dados concretos.

Até lá, os 1,5 milhão de trabalhadores e o impacto de US$ 1 bilhão devem ser tratados como projeções, não como resultados garantidos. O precedente de GTA 5 e os relatos de folgas ajudam a explicar por que o cálculo ganhou atenção, sem validar sua escala antecipadamente. As informações foram publicadas pela GameSpot com base em reportagem do International Business Times.